segunda-feira, 30 de abril de 2012

GÊNEROS – COMO USAR


O trabalho com gêneros textuais é importante, pois ele é a base dos estudos de leitura e escrita na contemporaneidade e dará subsídios para que cada professor dentro de sua área perceba os 
gêneros textuais mais frequentes e como abordá-los com os alunos.
Tudo que falamos, ouvimos, lemos ou escrevemos, enfim, todo texto falado ou escrito pertence 
a um determinado gênero do discurso
Por sua vez, todo gênero do discurso, do ponto de vista contextual, está sempre relacionado 
a uma esfera de atividade humana que, por sua vez, insere-se em um contexto sócio-histórico
 e econômico mais amplo; e, do ponto de vista interno, pode-se afirmar que todo gênero 
é constituído por três elementos: conteúdo temático, forma composicional e estilo.
Para aprender toda teoria na prática, foram desenvolvidas as atividades abaixo no nosso 
curso de Práticas.
Produzindo textos pertencentes a gêneros de diferentes esferas
Imagine a inusitada sequência de eventos que segue, como se ela tivesse acontecido com 
alguém logo ao acordar: 
Abre os olhos/ Consulta o relógio de cabeceira/ Levanta-se/ Vai ao banheiro/ Escova os 
dentes/ Lava o rosto/ Ouve a campainha da porta/ Enxuga-se as pressas/ Sai do banheiro/
 Caminha até a porta/ Destranca a fechadura/ Abre a porta/ Vê um homem caído na soleira/ 
Corre o olhar em torno/ Constata que não há ninguém mais no corredor/ Abaixa-se/ 
Toca o homem com os dedos/ Sente que o corpo está frio e rígido/ Percebe que é um 
 cadáver/ Corre para o telefone/ Disca o número da central de polícia.
(Sequência de eventos retirada de Lage, Nilson (1993). Estrutura da Notícia. Ed. 
Ática, São
Paulo.)


Baseando-se nessa sequência de eventos, você vai escrever um texto que poderá incluir

a escrita de:
  • uma notícia para um jornal do tipo popular;
  • uma notícia para um jornal voltado para as classes A e B;
  • um interrogatório (que supostamente aconteceu horas depois dos eventos
enumerados e é presidido pelo delegado junto a você, pessoa que encontrou o cadáver);
  • uma conversa telefônica entre dois amigos (você e a pessoa que achou o cadáver);
ou
  • uma crônica.
Escreva o texto proposto fundamentando-se na sequência de eventos apresentada e poste
no fórum do curso.
Baseie-se nos fatos relatados, mas não inclua todas as ações relatadas. Você pode (e deve)
 desconsiderar algumas ações, alterar outras, acrescentar informações, enfim, fazer todas
as mudanças que o gênero solicitado exigir.
Depois que cada um de seu grupo postar o texto, é importante que todos leiam os textos
e, se necessário, sugiram alterações, já que o texto de cada um deverá ser levado ao blog
do grupo.

Agora que seu texto e de seus colegas de grupo estão finalizados, é hora de conhecer os

 textos de outros grupos.
Volte ao fórum para ler, comparar e comentar os textos produzidos pelos integrantes de
outros grupos.

Com esta atividade, você deve ter percebido que os textos escritos pelos seus colegas têm

características diferentes.
Gênero do nosso grupo: uma notícia para um jornal voltado para as classes A e B.
Abaixo, conheçam nossos textos.






                                                          Jornal O Santarritense


                                  Cadáver bate a porta


                       A morte ainda não foi desvendada


 Na manhã da última segunda-feira, Cristina Fontana, 44, ao atender a
campainha foi surpreendida com o cadáver de um homem negro, de
aproximadamente 50 anos na soleira de seu apartamentona Avenida
Severino Meirelles, em Santa Rita do Passa Quatro.
Segundo depoimento que prestou à polícia, Cristina explicou que
ao abrir a porta, viu o senhor caído, olhou ao redor e não viu
ninguém no corredor.
A perícia médica constatou morte por envenenamento, porém
até o presente momento não se sabe nada a respeito do homem morto.
O porteiro do prédio também prestou depoimento, declarando não ter
visto nada suspeito naquela manhã, o que leva a crer que o crime tenha
acontecido no próprio prédio.
Os moradores serão ouvidos. A investigação está sendo realizada
pelo delegado da cidade.

Cursista- Tânia


                                                   

                    Polícia esclarece crime em condomínio de luxo

      Em março de 2012, o 15°BPM recebeu um telefonema
informando sobre um crime que aconteceu na região metropolitana
de SP, no Condomínio Residensial Aldeia da Serra, em Barueri, SP.
      De acordo com a Polícia Militar (PM), o empresário Reinaldo
Azevedo Rotta,49, entrou na mansão por volta das 4 horas e começou
a brigar com a mulher. Segundo a polícia, ele estava revoltado com o fim
do relacionamento, pois havia se separado recentemente da Ana Laura
Andrela, 36. Durante a discussão, a empregada que reside na
mansão, acordou, levantou-se e se escondeu no banheiro
para se proteger.
      Pouco tempo depois, saiu do banheiro, caminhou até
a porta, destrancou a fechadura e encontrou Ana Laura morta
com várias perfurações no corpo. Mais adiante, na soleira da porta
encontra o empresário caído, abaixa-se, toca o homem com os
dedos e constata que também está morto. Corre para o telefone e
disca o número da central da polícia .
      Segundo o delegado que vai investigar o crime, Cleber
Ferreira, o boletim está sendo elaborado. O motivo ainda não
 foi apurado, mas tudo aponta para Reinaldo como culpado de um
crime passional, seguido de suicídio.

Cursista - Magali

  Romance & Insegurança 

Ana, 29 anos, moradora de um bairro nobre da Zona Sul de São Paulo, ouve a campainha de seu apartamento e em seguida um estrondo seco, deixa a sua higiene pessoal matinal pela metade e sai para atender quem está à porta. Um homem caído em frente a porta do seu apartamento, ao abaixar-se e virar o corpo, entra em pânico, pois reconhece o seu ex-namorado, Cláudio, 34 anos, engenheiro bem sucedido, com um tiro no peito e infelizmente morto.

Com o desespero e os gritos da moça, muitos visinhos aparecem para ajudá-la. A polícia ao ser chamada, teve como principal suspeita a própria Ana, mas segundo o policial civil responsável pelo caso, o engenheiro cometeu suicídio e já havia dito muitas vezes a ex-namorada, que o faria. O que seria apenas o fim de um romance infeliz é também o início da insegurança de muitas pessoas no prédio, que se julgavam imunes às mazelas da vida.
 
 
Cursista - Juliana

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