MANDAMENTOS, OU ALGUMAS PROPOSTAS PARA O ENSINO DE LEITURA E ESCRITA
FONTE; Cadernos da TV Escola-Viagens de
Leitura-páginas-55 a 58
· O professor que trabalha com leitura e escrita
deve atender a uma premissa básica: ele tem que ser, antes de mais nada,
UM BOM LEITOR, e tem que GOSTAR DE PRODUZIR ESCRITAS. Ele deve ler textos de
diferentes naturezas; ler tais textos de formas também diferentes, já que lemos
para nos distrair, ampliar conhecimento, para sentirmos prazer estético,no
caso,com textos literários de ficção e poemas.
A leitura na escola é uma atividade individual,
mas fundamentalmente social. É importante, pois que grupos de alunos criem, por
exemplo, coletivamente uma história e que um dos textos seja eleito e lido para
toda classe.È importante também que as crianças contem histórias aos colegas e
ao professor. Que ditem,essa história ao professor. O texto anotado pelo
professor deverá ser trabalhado, e assim, vamos ensinando aos pequenos, através
de contínuas negociações (aluno-aluno, aluno-professor), como se dá a complexa
passagem da fala, da língua oral para a escrita. Essa passagem não é automática
e exige várias operações cognitivas e lingüísticas, já que a escrita é uma
representação da fala.
· Na vida e na escola,não lemos só livros. Temos
que ler outros tipos de escritos e que aparecem em diferentes contextos: na
rua,em casa, na escola, nos veículos de comunicação.Temos escritos nas
embalagens de produtos diversos, nos anúncios de rua, de jornais, de revistas.
Temos mensagens escritas em placas, em out-doors, etc. Cabe a escola trabalhar
estes textos que circulam, de forma aleatória, no entorno das crianças e de
todos.
· Quando um livro chega até nós, ele já fez um
caminho muito longo. Já passou por muitas instâncias e por muitas mãos. Do
escritor e do ilustrador, por exemplo, ele vai para o processo de
produção gráfica. È fundamental que as crianças, desde cedo, comecem a
conhecer algumas interfaces do processo, para terem consciência dele quando
estiverem com um livro nas mãos.
· Nem sempre os textos nos são transmitidos por
escrito. ´É o caso dos PROVÉRBIOS E DITADOS POPULARES que passam
oralmente entre os grupos, através dos tempos. Os alunos, com a ajuda do
professor, podem coletar e pesquisar ditados e provérbios, traze-los para a
classe e trabalhar oralmente com eles,desenvolvendo-os depois por escrito,
recriando-os ou inventando ditos novos.
A sala de aula não é o único lugar para se
ler.e É muito importante ler também na biblioteca. Ver os muitos livros da
biblioteca, mexer neles, examina-los. Lendo na biblioteca, podemos também
trocar idéias com nossos colegas e com o professor sobre a história, sobre as
personagens e sobre a escrita do autor da história. E assim o professor e os
alunos ampliam o alcance da leitura.
· Alguns textos não contam histórias ficcionais.
Eles, antes orientam os leitores sobre como proceder em determinadas situações.
São textos que passam INSTRUÇÕES: sobre as regras de um jogo, sobre a
montagem de um objeto, sobre como tomar um medicamento.
A comunicação e a informação ocorrem hoje, por
meio de muitos veículos, além da escola. Temos os jornais, os quadrinhos, o
rádio, os CDs, a TV, o computador, os CDs Rom. É importante também
aprender a ler os textos desses veículos, já que eles obedecem a outras
regras para serem construídos.
Além de tais textos que circulam por um
determinado veículo o professor deve trabalhar com CONTOS DE FADA, LENDAS E
CRÕNICAS. Os contos de fada e as lendas podem ser trabalhados na inserção de
várias linguagens. Podem ser contados e ouvidos; vistos e lidos. Mexe-se, dessa
forma, com o mágico, o maravilhoso, integrando, a um só tempo, múltiplas
linguagens. (livro, vídeo, CD ).As crônicas, que devem ser curtas, pode-se
oferecer aos alunos partes das histórias ( ou o começo, ou o meio, ou o
final )
Além das narrativas ficcionais,dos textos
informativos e de instrução, além dos escritos que circulam no contexto de
nossas vidas, é PRIMORDIAL trabalhar com a LEITURA DE TEXTOS POETICOS. O
professor e os alunos podem explorar os aspectos lúdicos, os jogos sonoros e
gráficos, as rimas, o ritmo de poemas, os recursos como aliterações,
assonâncias e figuras, próprios ao texto poético que se constrói diferentemente
dos demais textos